Com o olhar puro e o sorriso de orelha a orelha, apesar de pré-adolescente, pediu-me se podia brincar com o boneco que se encontrava na sala dos alunos do 1º CEB. Enquanto os restantes brincavam, quase silenciosamente, aos pares, ele perdia-se deliciado imprimindo movimentos ao boneco, acabando por cativar a atenção, quase de admiração, dos pares.
Perdi-me no seu mundo, contendo o meu choro interno. Quanta falta de afectos, no mundo daquele menino perdido que quer acreditar ter uma mãe que o ama e um irmão que o protege, sem o empurrar para as linhas ténues da prostituição…

Do you believe in angels?
Galeria de JP Sousa
Intemporal
O melhor dos dois mundos
Why not now
Quantos dramas na infância dos nossos dias…
Abraço.
Quantos gritos de dor…
Abraço.