O psiquiatra, pessoa cativante transpirando cultura, referiu o meu erro, no início da nossa ligação mas não deixou de frisar o quanto não te assumes. Continuo sem entender como consegues manter um casamento, com sucessivas traições, tendo sido eu 1 das peças. Como me posso ter deixado envolver por esse olhar azul que agora vejo (e sinto) vazio?
A ti e em ti me entreguei. Ainda sinto dificuldade em escrever.
Abandonado, sem compreender que apenas fui um momento de prazer, ainda te tentei alcançar, nas fugas evidentes, durante as quais lançaste a teia a múltiplas presas. Penalizei-me e senti não estar à tua altura. O quanto me mutilei… Neste meu mundo apenas existiam pessoas dotadas de sentir!
Após sucessivas fugas, na escrita e no mensageiro, optei por tudo te dizer, numa das plataformas por ambos utilizada. Claro que, dadas as tuas características, o único meio apenas poderia ter sido um site de relacionamentos. Triste relatório de burrice o que me passaste. O teu medo passa por ser o primeiro a contigo se cruzar, na tua terra, com destaque e acção junto a membros da tua família.
Ainda não te esqueci, apesar de te odiar.
Queria saborear a vingança mas apenas tendo em afundar-me. Outros, como eu, não conheço e não sei brincar com os sentimentos.
Perco-me na rua mas o passo foi dado. Quanto à direcção…



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