“Tabacaria”… Oui c’est moi
29 02 2008Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho genios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei que moderno – não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos
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Deixa-me Amar
28 02 2008 Noites sem ti
Onde me perco
Procuro por mim
Na paixão do incerto
E saber que me amas
Mas mesmo assim
Basta p’ra ti
Dizeres que sim
Mesmo quando eu vou
Gostares de mim
Pelo o que sou
(refrão)
Deixa-me amar
Deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites
Que eu passo sem ti
E sempre que eu te vejo
Perco-me na luz da noite
E sempre que eu te beijo
Fico sem medo do som
Noites sem ti
Onde me perco
Procuro por mim
Na paixão do incerto
E saber que me amas
Mas mesmo assim
Basta p’ra ti
Dizeres que sim
(refrão) 6x
Deixa-me amar
Deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites
Que eu passo sem ti
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Quero amor
28 02 2008
A man like me, so irresponsible
A man like me is dead in places
Other men feel liberatedI can’t love, shot full of holes
Don’t feel nothing, I just feel cold
Don’t feel nothing, just old scars
Toughening up around my heart
But I want love, just a different kind
I want love, won’t break me down
Won’t brick me up, won’t fence me in
I want a love, that don’t mean a thing
That’s the love I want, I want love
I want love on my own terms
After everything I’ve ever learned
Me, I carry too much baggage
Oh man I’ve seen so much traffic
So bring it on, I’ve been bruised
Don’t give me love that’s clean and smooth
I’m ready for the rougher stuff
No sweet romance, I’ve had enough
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Sacrifício
28 02 2008When things go wrong
When the scent of her lingers
And temptation’s strongInto the boundary
Of each married man
Sweet deceit comes calling
And negativity landsCold cold heart
Hard done by you
Some things look better baby
Just passing throughAnd it’s no sacrifice
Just a simple word
It’s two hearts living
In two separate worlds
But it’s no sacrifice
No sacrifice
It’s no sacrifice at allMutual misunderstanding
After the fact
Sensitivity builds a prison
In the final actWe lose direction
No stone unturned
No tears to damn you
When jealousy burns
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Falling down
28 02 2008Comentários : 2 Comentários »
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Tempos de disfarce
27 02 2008
Poderosos tempos de ditadura, disfarçados por contornos de uma palavra que se tornou trivial, chamada “democracia”, pautam a sociedade portuguesa.
A classe docente – não fosse portuguesa – aceita e executa, as demandas de um Ministério maquiavélico. Tempos do passado repetem-se. Por outro lado, a especificidade dos cursos de licenciatura de muitos são factor que impede a partida para uma nova vida.
Nas escolas, há distinção entre professores. Existem aqueles que, por muito empenho que possam revelar, jamais conseguirão o estatuto de A ou B pois não pertencem ao séquito de simpatias de quem a dirige. Por outro lado, A, por exemplo, tem menor grau académico do que o docente em causa e B, profissionalismo. Este é um dos resultados da dita “autonomia”.
As horas de trabalho são infindáveis e os cargos, em contrapartida, cada vez mais. Aumenta a carga burocrática e o empenho necessário para a preparação de uma boa aula, é o último elemento, podendo ser inexistente, desta frase.
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Aquele Azul
24 02 2008Sentimentos que se expandem, no tempo…
I see the lonely road that leads so far away,
I see the distant lights that left behind the day
But what I see is so much more than I can say
And I see you midnight blue.
I see you cryin now youve found a lot of pain,
And what youre searchin for can never be the same,
But whats the difference cos they say whats in a name.
And I see you midnight blue.
Chorus
I will love you tonight,and I will stay
By your side,lovin you,Im feelin midnight blue.
I see you standing there far out along the way,
I want to touch you but the night becomes the day,
I count the words that I am never gonna say
And I see you midnight blue.
Repeat chorus
Cant you feel the love that Im offering you,
Cant you see how its meant to be,
Cant you hear the words that Im saying to you,
Cant you believe like I believe,
Its only one and one its true
Still I see you midnight blue.
I see beautiful days and I feel beautiful ways
Of loving you,everythings midnight blue.
Repeat chorus
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Quando partes
24 02 2008Pedaços de mim em ti.
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Sufoco
24 02 2008Caminhar pressupõe cair e erguermo-nos, de novo, com novo alento, mesmo que os dias se apresentem em tons cinza.
Farto das agressões psicológicas e físicas, sendo que estas últimas terminaram aos meus 15-16 anos, apenas aos 32 consegui impor-me quebrando olhares e qualquer forma de comunicação verbal. Não fui o primeiro, é certo. Apesar dos laços de sangue, ele foi o primeiro mas talvez, desta vez, não esperasse que também eu entrasse no jogo. Escrever ou dizer que aprecio não ter qualquer relação com o meu pai, não me agrada. Sessões de psicoterapia permitiram-me compreender que as agressões, do passado, foram decorrentes de traumas de guerra, quase inauditos, neste país: o Ultramar. Mas nunca corri em direcção aos seus braços, brinquei ou me senti à vontade para falar até mesmo do trivial. E assim, no mar do silêncio, já se faz sentir quase um ano. Sem orgulho, asseguro. Quando criança não queria ter pai, quando o compreendi, dado marcas psicológicas nefastas que permanecem em mim, abnego o não saber pedir perdão.
Assim, sempre que procuro o conforto do doce lar, o colo da mãe -que não se liberta daquele que a reduz a quase nada -, todo o sentir se concentra num ponto: o sufoco!
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Passado presente
23 02 2008
I have a tale to tell
Sometimes it gets so hard to hide it well
I was not ready for the fall
Too blind to see the writing on the wall
Chorus:
A man can tell a thousand lies
I’ve learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, ’till then
It will burn inside of me
I know where beauty lives
I’ve seen it once, I know the warm she gives
The light that you could never see
It shines inside, you can’t take that from me
(chorus)
2nd Chorus:
The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again
If I ran away, I’d never have the strength
To go very far
How would they hear the beating of my heart
Will it grow cold
The secret that I hide, will I grow old
How will they hear
When will they learn
How will they know
(chorus)
(2nd chorus)
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Mea Culpa
21 02 2008(curly m.c./david fairstein)
.
Kyrie eleison
Christe eleison
.
Je ne dors plus
(the time has come)
.
Je te desire
(the time has come)
.
Prends moi
Je suis a toi
Mea culpa
.
Je veux aller au bout de me fantasmes
Je sais que cest interdit
Je suis folle. je mabandonne
.
Mea culpa
Kyrie eleison
Christe eleison
.
Je suis la et ailleurs
Je nai plus rien
Je deviens folle
Je mabandonne
.
Mea culpa
.
Je ne dors plus
Je te desire
Prends moi
Je suis a toi
.
Kyrie eleison
Christe eleison
.
Je suis la et ailleurs
Je veux tout
Quand tu veux
Comme tu veux
.
Mea culpa
Kyrie eleison
(translation:
Lord have mercy
Christ have mercy
.
I cant sleep anymore
(the time hascome)
.
I desire you
(the time has come)
.
Take me
Im yours
Im guilty
.
I want to go to the end of my fantasies
I know it is forbidden
I am crazy. I am letting myself go
.
Im guilty
Lord have mercy
Christ have mercy
.
I am here and somewhere else
I have nothing more
I am becoming crazy
I am letting myself go
.
Im guilty
.
I cant sleep anymore
I desire you
Take me
Im yours
.
Lord have mercy
Christ have mercy
.
I am here and somewhere else
I want everything,
When you want,
As you like
.
Im guilty
Lord have mercy )
Mea culpa (fading shades mix)
(curly m.c./david fairstein)
.
Turn off the light,
Take a deep breath and relax
O sacrum convivium
Recolitur passionis eius
Je ne dors plus (je ne dors plus)
Je te desire (je te desire)
Je veux aller au bout de mes fantasmes
Je sais que cest interdit
Prends moi (prends moi)
Je suis a toi (je suis a toi)
Mea culpa (mea culpa)
Turn off the light,
Take a deep breath and relax
Prends moi (prends moi)
Je suis a toi (je suis a toi)
Mea culpa (mea culpa)
O sacrum convivium
Recolitur passionis eius
Prends moi (prends moi)
Je suis a toi (je suis a toi)
Prends moi (prends moi)
Je suis a toi (je suis a toi)
Mea culpa (mea culpa)
Prends moi (prends moi)
Je suis a toi (je suis a toi)
Mea culpa prends moi
Je suis a toi mea culpa (mea culpa)
Prends moi
Je suis a toi
Mea culpa
Turn off the light,
Take a deep breath and relax
Prends moi (prends moi)
Je suis a toi (je suis a toi)
Mea culpa (mea culpa)
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Outra vez
21 02 2008Ontem ouvi, impávido e sereno, a incompreensão face a este mundo: o dos blogues e concomitante partilha, a todos, dos sentimentos. Reflecti, no meu vale de dúvidas, acerca da frieza da oradora em contraste com a minha excessiva necessidade de ter quem me dê a mão, no mundo da ausência do afecto.
Se por um lado me deparava com alguém que não compreende a razão pela qual existem jovens que se cortam, por exemplo, por outro estava presente o meu interior, sem conteúdo e (quase sempre) na inércia, da vida.
Ao procurar aqueles que creio amigos, neste universo, uma vez mais, encontrei o correio electrónico e mensageiro desligado. Desesperado com a ameaça de cancelamento da conta, num outro blogue, encontrei-me…
Não me peças…
Não!
Eu não sou perfeito.
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Do you believe in angels?
Galeria de JP Sousa
Intemporal
O melhor dos dois mundos
Why not now